------TERRA.HIPERMERCADO DE ATACADO. 06H00 DA MANHÃ. FILA ÚNICA. LOCAL DESCONHECIDO. INTERIOR. ANO 8855 D.Z. 15 DE NOVEMBRO. 14 GRAUS CELSIUS NEGATIVOS------

=============F U G A N   F O X   A T A C A D I S T A=============

FAIXADA PRETA COM DETALHES VERMELHOS E LETRAS BRANCAS.

    Um "belíssimo" dia nublado em uma silenciosa fila de Supermercado quase à beira da estrada. Pessoas tossindo umas nas caras das outras, crianças chorando aos berros, celulares com sons irritantes, sopros esfumaçados para aquecer as mãos e carrinhos metálicos de "três andares", cada qual com partes cobertas por plástico de cor amarelo-canário. O cheiro de café e terra molhada perpetrava o ambiente frio do local. Os "fileiros" pareciam bichinhos de pelúcia multicoloridos de tão cobertos que estavam pelas espessas roupas de frio. Nos atendimentos de caixa, nada de vivo havia ali. Somente máquinas. Bastava ter uma bolsa, carteira, ou mochila para que detector efetuasse a identificação do usuário e o dinheiro fosse diretamente descontado dos bancos (que aliás, também só havia Inteligências Artificiais trabalhando, em sua maioria). Em cada uma das máquinas, havia um espaço dedicado especialmente para o depósito de dinheiro em espécie. A fila "rodava" todo o estacionamento do Supermercado, e só havia um único caixa funcionando. Os outros 15 precisavam de manutenção humana. As máquinas faltantes, estavam todas obsoletas.

[SUII]- "Hey...!"- [olha para Vega] - "Apruma, moleque...você já dormiu 10 horas, filho..."

[Vega]- "Eu durmo 20, SUII..." – [sonolento].

Vega apresentava voz cansada e olhos entreabertos que se fechavam e abriam alternadamente enquanto esfrega seu braço em seu rosto.

[SUII]- "Éh, mas aqui um dia não tem 60 horas igual no seu País, então você vai ter que se adaptar aos horários daqui..." - [o homem dá uma leve apertadinha nas bochechas de Vega].

    SUII e Vega estavam esperando no meio da fila para passar as compras enquanto Katley, Audrey e Jason, estavam à espera dos dois em um Furgão. Na verdade, se encontravam um pouco mais distantes de onde estavam seus "compadres" na fila única. Do passageiro de trás, Jason mostra uma notificação de seu Tablet com a localização de um alvo para Katley enquanto esta come um salgado:

[Jason]- "Aí, Kat...! Saca só esse tesouro aqui..."- [exibe feição de orgulho].

 Katley olha para a tela do Tablet curiosa:

[Katley]-...E isso é o quê? -[olhar fixo para a tela, mastigando a comida].

[Jason]- Eu acabei de receber um pedido de trabalho sujo de uma ricaça que quer se livrar do marido...- [mexe na tela do Tablet]- Olha as fotos das marcas no rosto dela...-[expressão de nojo e desapontamento].

    Katley olha com raiva para a tela do Tablet e aceita prontamente a proposta recebida por Jason:

[Katley]- "Ótimo... tô precisando mesmo dar uma "taca" em alguém..." - [exprime raiva enquanto come].

    Jason ri da reação de Titane. Audrey, de braços cruzados encostados no banco do passageiro da frente, olha para a tela do Tablet de Jason e fica impressionada com a proposta, exibindo uma feição de "Dope" em seu rosto. Enquanto isso, os dois "heróis" continuam enfrentando a fila de espera do Supermercado. SUII aproveita o tempo livre para usar a minirrádio portátil:

[SUII]- "Audrey Smith, está na escuta?" - [voz discreta].

    Audrey saca seu aparelho portátil.

[Audrey]- "Sim, estou na escuta..." - [atenta].

[SUII]- "Nossos dados foram extintos...?" - [feição de alerta e de seriedade].

    Audrey checa seu notebook e consulta pelos nomes de interesse do Governo Americano. Nada consta. Estavam à salvo por enquanto.

[Audrey]- "Tudo sob controle, SUII. Nada consta sobre nós. O Harry e o Frank estão resolvendo tudo do caso da boate Dilworth. Enquanto isso, eu faço trabalhos remotamente..." - [continua digitando em seu notebook].

[SUII]- "Certo. Bom saber..." - [desliga o aparelho].

    Passam-se dois minutos da fila do Supermercado. Os dois "muchachos" se aproximam cada vez mais de uma máquina de café expresso colocado no meio do estacionamento. SUII oferece para Vega, que mais parecia que tinha tido seu corpo retirado debaixo de um túmulo de 30 andares:

[SUII]- "Aceita um...?" – [cede um leve toque de braço em Vega].

[Vega]- "...........Não......" - [feição de estafa e extremo cansaço].

    SUII exibe uma expressão irônica para o seu amigo. Mesmo negando a oferta, este rapta da máquina de café o expresso mais forte e horrível que tivesse para manter o Transmorfo de pé. Vega recebe o copo de café, e de olhos fechados de sono, vira o recipiente de 500 ml de uma única vez como se estivesse ingerindo uma dose de whisky. Café bruto, sem uma única gota de açúcar.

    Daquela enorme fila de pessoas, SUII e Vega eram os únicos que chamavam a atenção. Enquanto SUII vestia apenas uma calça jeans com uma camisa preta de manga longa e botas cor mostarda, Vega usava um gorro de veludo com orelhas de coelho lilás com detalhes brancos, um pijama curto de seda azul celeste, com detalhes em rosa bebê e um casaco simples de dormir, de manga longa, da cor de berinjela. Nos pés, Vega usava sapatos-meia cano longo, de cor vermelho - púrpura. Os curiosos olhavam para os dois como se fossem retardados. Nenhum deles parecia sentir frio. Apenas Vega se mostrava mais cansado que um velho de 90 anos:

[SUII]- "Titane Katley, está na escuta?" -[de voz contida, saca novamente sua rádio].

    Titane tira seu minirrádio do pescoço e responde a SUII.

[Katley]- "Tô na escuta, tio..."- [come mais um salgado].

[SUII]- "Ainda está com o presente que te dei no natal?" -[pergunta].

[Katley]- "Ué, ele tá bem aqui..."- [olha para o lado].

    Do lado de Titane, um grande e maciço taco de baseball personalizado em rosa cereja, com detalhes pretos escrito "FINISH ME OFF!" ao longo de sua estrutura física. SUII sorri com a resposta da amiga:

[SUII]- "Ótimo... era tudo que eu queria saber..."-[desliga].

    Titane olha para o minirrádio portátil enquanto come o seu segundo salgado e o guarda novamente em seu pescoço.

    Na monstruosa fila, Vega permanecia apático e "cadavérico". Enquanto empunhava o carrinho, o mesmo só conseguia olhar para o nada enquanto as pessoas riam e cochichavam sobre suas roupas e seu jeito estranho de se apresentar. SUII tenta animá-lo de alguma forma, impressionado com o quanto o cabelo de seu amigo cresceu até abaixo da cintura em tão pouco tempo.

[SUII]-"..."- [feição "séria" e amistosa] - "Puuuxa vida, que tamanho de cabelo que esse coelho tem...!" - [toca nos cabelos do rapaz].

    Vega cede um sorriso gentil para SUII e o mesmo retribui em troca. O Transmorfo tenta se manter menos apático e desanimado. A rotina da fila permaneceu aparentemente tranquila pelos próximos 30 minutos. No entanto, a paz acaba quando 05 marginais de roupas e coletes escuros começam a se exibirem para a fila de consumidores com xingamentos, gestos obscenos, chutes nos carrinhos e algazarras para atrapalhar o andamento da ala. Enquanto as pessoas se assustavam e se indignavam com as atitudes grosseiras dos bagunceiros, Vega e SUII olham para trás a fim de verificar o que estava acontecendo e exibem insatisfação com a desordem feita pelos delinquentes. Os jovens errantes vinham se aproximando de onde estavam Vega e SUII, quando um deles revolve fazer uma provocação gratuita:

[Marginal 01]- "Aí, óh! O coelhinho da páscoa...!" - [se referindo à Vega]- "Tu não sabe que coelho não aparece no Natal?" - [debocha].

[Marginal 02]- "Olha que linda...!Ela vem até com um vibrador..."-[dispara um sorriso malicioso enquanto desfila em torno de Vega, referindo-se ao minirrádio portátil em sua cintura].

    Risadas são disparadas entre os adolescentes. Vega e SUII, apesar da irritabilidade, tentam ignorar e se manterem em silêncio, ambos exibindo olhar fixo para frente, mas com expressão de raiva e seriedade. Um dos malfeitores, uma garota, sobe em uma das pilastras do estabelecimento e gira em torno desta com dizeres maldosos direcionados à Vega:

[Marginal 02]- "Olha, gente, eu sou uma stripper de pijama...!"-[sorri debochadamente].

    Mais risadas são arrancadas dos vagabundos enquanto Vega demonstra total desprezo e tédio com as tentativas de provocações. À essa altura, ambos estavam já dentro do Supermercado, se aproximando cada vez mais do Caixa:

[Marginal 03] - "Cobra quanto por hora, princesa? Tava fazendo atendimento, éh? Foi jogada na rua?" - [diz o garoto de cabelo espetado, sentado em uma plataforma de pedra enquanto fuma um cigarro].  

    À medida em que as risadas incontidas circulavam soltas entre os delinquentes, o outro completa:

[Marginal 04] - "Caralho, esse aí o pai chora no banho..." - [mostra desdém e deboche contra o Transmorfo enquanto bebe uma garrafa de cerveja].

    Vega respira fundo, tentando controlar a raiva que sentia por estar sendo importunado por uma tropa de 05 panacas. Todos eles mantinham cortes de cabelo que lembravam os "Boneheads". Ainda assim, mantinha seu olhar sério e fixo voltado para frente, ignorando a existência dos moleques:

[Marginal 03] - "Olha o passarinho...!" - [saca um aparelho portátil e mira no rosto de Vega].

    O comparsa mantém o cinismo e a provocação enquanto mira seu telefone celular no rosto de Vega para fotografá-lo, a fim de constrangê-lo. Vega encara o delinquente com um uma expressão estática, mas com um olhar homicida. SUII começa a perder a paciência com os vagabundos e se inclina para o marginal:

[SUII]- "Abaixa essa PORRA desse celular, moleque arrombado!" -[exprime raiva]- "Tira mais uma única foto eu quebro essa BOSTA da sua mão junto com esse troço!" - [aponta o dedo para o errante].

    As pessoas começam a ficar em total silêncio. Algumas começam a filmar o incidente só para compartilhar nas redes sociais. Alguns ali presentes eram mais abastados, e tinham microdispositivos alojados de dentro da cabeça que podiam ser ativados como um "celular interno", em que os olhos do usuário funcionavam como uma câmera de alta resolução e som estéreo. O adolescente percebe a raiva de SUII e o desafia ainda mais:

[Marginal 03] - "Ih, qual é, tiozão?!"- [saca um revólver com balas antimatéria e a exibe enquanto se aproxima de SUII]- "Vai bancar o fodão agora, imigrante de merda?! Vai?!" - [arregala os olhos e trava os lábios de raiva].

    Vega pensa em reagir, mas SUII estende a mão para o amigo a fim de convencê-lo a não interferir enquanto olha diretamente para o rosto do delinquente. Para cessar definitivamente a confusão, SUII tenta amenizar o conflito, já que ele e Vega ainda estavam em situação de "desaparecimento".

[SUII]- "Vá em paz, irmão... só não tira fotos..."- [expressão estática e séria].

    O jovem de cabelo espetado exibe satisfação em seu rosto com a sensação de ter vencido um oponente na base da força.

[Marginal 03] - "Viu só?!" - [olha para os outros comparsas] - "Só banca o machão quando não tem um ferro na cara...!" - [se inclina colocando o cano da arma brevemente na cabeça de SUII]-"...E a sua namoradinha, ela é muda?" - [desprezo e desdém].

[Marginal 01] - "Ela é de alto luxo...!" - [diz ao comparsa, consultando seu aparelho portátil] - "Ela veio desse país aqui..."- [mostra o telefone ao delinquente líder]. 

    Os 05 adolescentes se aglomeram para xeretar a origem de Vega e seus "dados" atualizados, expostos em um site clandestino criptografado.

[Marginal 02] - "Nossa, que bandeira mais chique..." - [diz a garota, pegando o telefone].

    Vega e SUII começam a gestualmente estimular o andamento da fila para as outras pessoas da frente, a fim de saírem logo daquela situação desagradável. As pessoas entendem a mensagem, acenam positivamente, e tentam acelerar o passamento dos produtos nas máquinas de atendimentos. Ambos estavam começando a ficar tensos por estarem sendo descobertos, e os ali presentes, com medo de se tornarem alvo dos valentões.

    Mais próximo ao caixa, havia prateleiras laterais com ampla variedade de produtos, desde alimentos, assessórios, até utensílios. Dentre eles, estavam um conjunto de bandeirinhas de mesa, feitas com material mais resistente e esmerado, representando vários símbolos e nacionalidades. Antes que SUII e Vega se aproximassem da máquina de atendimento, eles tiveram a infelicidade de estacionar paralelamente ao conjunto de bandeirinhas da prateleira. Um dos consumidores tinha um carrinho mais largo e fundo, e o havia entupido de compras até que ficasse pesado como uma caminhoneta. O líder da gangue, descobriu que rente a Vega havia uma das bandeirinhas muito similares à bandeira nacional de Vandora, a qual estava consultando do celular de um dos seus comparsas. 

    Vega olha para o líder com uma péssima sensação e expressão de tensão em seu rosto. Quando o marginal percebe o olhar de Vega, o mesmo se dirige ao Transmorfo sob um andar autoritário e descolado, exibindo uma expressão de orgulho e ironia em sua face enquanto portava sua arma de fogo. Vega, tenso e nervoso com o que poderia vir a seguir, avista o marginal parar sem nenhum pudor à sua frente. Vega olha para o jovem, já com uma leve expressão de pavor em seu rosto. Para sua própria desgraça, o jovem agarra uma das bandeirinhas que estava rente a Vega. Era de cor rosa choque. Ele a sacode em tom de desprezo e provocação para o Transmorfo:

[Marginal 03] - "É essa a cor da sua bandeira?" - [sorri de forma sádica].

    A expressão de Vega passa rapidamente para uma forma estática que denuncia um prenúncio de raiva e ódio súbitos. Somente os olhos ficam em estado de alerta, fitando a bandeirinha sendo sacudida. SUII começa a ficar preocupado com a reação de Vega às provocações e fica atento ao amigo.

[Marginal 03] - É essa corzinha de baitola que vocês colocam na bandeira de vocês? - [olha para a bandeirinha com ar de desprezo]- Isso explica essa sua cara de donzela. Criado igual garotinha....

    Vega começa a gradualmente arregalar os olhos de ódio e a apresentar tremor em uma das pálpebras. Sua respiração começa a ficar cada vez mais ofegante. Suas mãos amassam a parte metálica revestida de plástico do carrinho como fosse uma massinha.

[Marginal 03] - "Porra, essa cor é uma vergonha, cara..."- [exibe desdém e raiva em sua face] - "sabe o quê que eu colocaria pra ficar mais legal??" - [arregala os olhos e expressa raiva e deboche enquanto sacode a bandeirinha].

    Vega começa literalmente a tremer de ódio e seu semblante mostra nitidamente uma respiração profunda e lábios travados. Seus olhos se abrem mais à medida que sua fúria aumenta. SUII olha atentamente para o revólver do delinquente, e depois, novamente para o jovem. Este se prepara para o pior:

[Marginal 03]- "EU BOTARIA A COR DA MINHA BOTA...!" - [arremessa a bandeirinha no chão e a pisoteia fortemente com seu coturno enquanto olha com raiva e desprezo para o objeto, já sujo e avariado de tanto esfregar a imundice de seu sapato].

 .

    .

       .   V É U    D E    C E G U E I R A.    .    .    .    .

    Arregalando os olhos de uma vez e sua boca entreaberta de tamanha carga emocional ao ser submetido a tal afronta, Vega explode em fúria e pula em um movimento abrupto da prateleira antes que SUII pudesse impedi-lo, agarrando imediatamente o pescoço do jovem delinquente e o arremessando contra a parede como se fosse um boneco de pano. O revólver do adolescente cai ao chão e SUII aproveita para saltar da prateleira  a fim de pegá-la para mirar nos outros 04 adolescentes que estavam prestes a intervir:

[SUII]- "Perdeu, vadias. Agora a arma de vocês é minha..."- [semblante de desprezo e seriedade].

Os 04 marginais recuam.

    Com o pescoço completamente preso às mãos de Vega, o líder da gangue, além de perder seu revólver, fica paralisado de medo. Na tentativa de colocar uma de suas mãos trêmulas para livrar seu pescoço de Vega, este imediatamente afasta o braço do marginal. Com sua voz contida, mas mostrando toda sua ira em sua face, o Transmorfo aproxima seu rosto do marginal e dá seu último recado ao jovem:

[Vega]- "Quer ver o que eu posso fazer com essa bandeira?" - [diz, enquanto segura firmemente o pescoço do adolescente] - "Eu posso enfiar ela na sua bunda e rasgá-lo no meio se eu quiser..."

    O jovem olha para Vega com um ar de um amargo arrependimento. O mesmo transmite a sensação de estar presenciando o Inferno na sua frente. Apontando o dedo indicador no meio da cara do delinquente, Vega continua:

[Vega]- "Se fizer esse tipo de coisa com o símbolo do meu País mais uma única vez, eu PARTO sua cabeça em dois SOMENTE COM ESSA MÃO, você me ouviu bem?" – [expressão de ódio] - "...NÃO DESONHE A MINHA NAÇÃO, SEU VERME...!" - [dá uma cusparada espessa no rosto do adolescente enquanto este fica trêmulo de medo, sem mudar um único grau de seu olhar para Vega]- "Você não é NADA perto do povo de Vandora, seu inseto IMUNDO...!" - [mantém sua ira direcionada para o jovem].

    O pescoço da vítima é cada vez mais prensado pela mão de Vega e o jovem começa a asfixiar lentamente. SUII guarda o revólver e imediatamente puxa a mão de Vega para que este soltasse o pescoço do adolescente antes que a situação se tornasse pior do que já estava, o "acordando" com uma leve sacudida segurando o seu rosto:

[SUII]- "Hey! Garoto! Pare com isso...! Chega, já deu..." - [olha sério para Vega].

    Vega afasta bruscamente as mãos de SUII em um ato impulsivo, mas volta para si, já emburrado com a situação e de braços cruzados. O delinquente que viu a morte em sua frente, se levanta e sai correndo do estabelecimento. SUII adverte o restante da gangue:

[SUII]- "Os quatro, deem logo um fora daqui!" - [aponta o polegar para o lado oposto enquanto encara os outros jovens].

    Os outros integrantes da gangue igualmente saem correndo atrás do líder, não deixando quaisquer rastros de existência. Após o incidente, Vega e SUII se entreolham aborrecidos um para o outro e a fila do Supermercado dá sua continuidade.

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    Ainda caminhando pelas ruas em direção ao furgão com as compras nos braços, Vega e SUII por pouco escapam de uma situação ainda mais delicada. Ambos colocam os produtos em cima de um container e se encostam por alguns minutos em silêncio para refletirem, e depois discutirem sobre o que aconteceu:

[SUII]- "..."Cê" tá ficando maluco, garoto...?" - [braços cruzados e olhar censurador para Vega]- "Mal ficamos foragidos durante 01 ano e quando finalmente podemos voltar, você vai e quase mata mais um?" - [mostra o dedo indicador].

[Vega]- "Ele PISOU em cima do símbolo da minha Pátria, SUII...!" -[olhar de insatisfação].

[SUII]- "Eu sei, cabeçudo...!" -[olhar amarrado] - "Mas se toda vez que um problema que você tiver com algum marginal daqui for resolvido com assassinato, NÓS, eu, você, a Katley, Jason e Audrey, seremos todos enviados pro presídio de segurança MÁXIMA, você tá entendendo?"

[Vega]- "O único que estava prestes a ser morto ali era você, que aliás, não consegue ficar calado...!" - [olhar aborrecido].

[SUII]- "Ele tava tirando um MONTE de fotos suas...!" - [gesticula, simulando um telefone].

[Vega]- "As fotos não são o problema, SUII...! Ninguém consegue me identificar, por mais que mire o telefone na minha cara... os dados são adulterados..." - [explica, irritado e exausto para o amigo].

    SUII põe a mão no rosto e a esfrega por três vezes.

[SUII]- "Aaargh...! Quer saber? Eu vou deixar você dormir durante 20 horas mesmo, porque quando você acorda assim, você fica uma FERA!" - [faz sinal de "OK" enquanto dá sermão em Vega].

    Vega permanece triste e aborrecido com a situação e começa a sentir culpa. Seu olhar é desolador e parecia que iria chorar a qualquer momento. O amigo percebe e tenta acalentá-lo.

[SUII]- "Hey.... você não vai chorar, vai...?" - [alisa os enormes cabelos de Vega].

    Vega acena negativamente, de cabeça baixa e braços cruzados. SUII carrega as compras com um dos braços e pega o seu amigo pelo ombro, o aproximando para junto de si.

[SUII]- "Anda, vamos pra casa...esquece isso, vai..." - [consola Vega].

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    Os dois saem caminhando um junto ao outro, depois de uma longa espera matinal que mais parecia uma eternidade...............

 

                        

                    "The Beach Boys- God Only Knows (Remastered)"

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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